segunda-feira, 21 de março de 2011

IAP - Edital de Bolsas 2011



O Instituto de Artes do Pará, IAP, abre inscrição a partir de 15 de março de 2011, do CONCURSO DE BOLSA DE CRIAÇÃO, EXPERIMENTAÇÃO, PESQUISAE DIVULGAÇÃO . As inscrições permanecerão abertas até o dia 28de abril de 2011, de 2ª a 6ª feira, exceto feriados epontos facultativos, no horário das 8:30 às 14 horas, na sede do IAP, devendoser formalizada mediante a apresentação dos documentos informados no edital. O projeto poderá ser apresentado também pelo correio, respeitando a data limite para postagem.


Boa sorte,

Para mais informações: http://www.iap.pa.gov.br/

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Estréia - À SOMBRA DE DOM QUIXOTE

RELEASE - À SOMBRA DE DOM QUIXOTE



Livre inspiração, em teatro de sombras, da obra Dom Quixote de La Mancha, do romancista, dramaturgo e poeta espanhol Miguel de Cervantes, “À Sombra de Dom Quixote” estréia na próxima quinta-feira, 20, no Espaço Reator, onde ficará em temporada de 20 a 23 e 29 e 30 de janeiro e ainda 05 e 06 de fevereiro, sempre a partir das 20h

De acordo com Milton Aires, idealizador do projeto, no espetáculo não se aborda as narrativas escritas como se lê no romance “Dom Quixote de La Mancha”, “mas é uma fabulação contemporânea análoga à realidade fantástica de certos Quixotes, cavaleiros de tristes figuras que encontramos em nossos dias”.
A história inicia com a suposta morte ou desaparecimento de um Sr. Quixote, que habitava as margens de um rio, numa zona periférica de uma urbana Belém. As únicas heranças que possui são cartas que foram deixadas para traz. 


Serviço
Estréia do espetáculo "À Sombra de Dom Quixote”
Quarta-feira, dia 20 de janeiro no Espaço Reator.
A temporada será de 20 a 23 e 29 e 30 de janeiro e ainda 05 e 06 de fevereiro, sempre a partir das 20h.

Outras informações:
Milton Aires - 9124 - 2112 / 8403 - 2865 / 8210 - 3773
David Matos - 8118 - 2509
Luciana Medeirso - Assessoria de Imprensa - 8134 - 7719 

visite o blog e vá assistir ao espetáculo: http://www.miasombra.blogspot.com/


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Diário de um Palhaço

FALA PALHAÇO

Cássio Tavernard mistura as linguagens da performance e da animação no projeto “Diário de um palhaço”, seu segundo trabalho fruto de uma bolsas de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística do IAP. Na apresentação, o palhaço Chico Tripa conta ao público sua história através de um cinema mambembe. “Esse personagem foi criado em 1999 para uma apresentação com os Palhaços Trovadores. Depois do sucesso do projeto da Turma da Pororoca, decidi aproveitar a bolsa de pesquisa do IAP para iniciar um novo projeto, investigando novas linguagens artísticas. Agora resolvi brincar com a interação entre um personagem real e a animação”. Para criar a animação que faz parte do espetáculo, Cássio contou com a ajuda de dois novos animadores: Duann Paluma e Paulo Evander. “O bom é que o trabalho acaba também por revelar gente de muito talento que está iniciando”, diz Cássio.




Cássio ressalta a importância da bolsa de pesquisa para seu trabalho. “Esta é a segunda bolsa do IAP que recebo, a primeira gerou a animação A Onda – Festa na Pororoca”, meu primeiro projeto autoral, que se desdobrou e vai virar série de TV. Esta bolsa é muito importante como o pontapé inicial para qualquer artista que saiba aproveitar a oportunidade”, diz Cássio Tavernard.








Ficha Técnica no fim da parte dois do vídeo


Tirei do blog do IAP: http://www.iap.pa.gov.br/blog/?p=294

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Mário Bortolotto na leitura dramática da Casa da Atriz - Repostagem Holofote Virtual

Cena do longa, premiado em festivais
 
A programação é perfeita para quem gosta de literatura, teatro e, neste caso, também de cinema. As sessões de leituras dramáticas da Casa da Atriz estão de volta.

Na reestreia, que acontece na sexta-feira, 14, a leitura escolhida foi a de “Nossa Vida não Vale um Chevrolet", de Mário Bortolotto, cujo texto já foi transformado em filme, o longa "Nossa vida não cabe num opala", de Reinaldo Pinheiro. 

Mário Bortolotto é um dos mais importantes e criativos dramaturgos surgidos nos anos 90. Entre outros textoas também já escreveu Medusa de Ray-ban, Postcards de Atacama e Hotel Lancaster. "Em Nossa Vida não Vale um Chevrolet", uma família de ladrões de carro, GO-go boys, lutadores de rua, transitam num mundo urbano e desesperançado. 

As leituras dramáticas da Casa da Atriz acontecem sempre na 2ª quarta-feira de cada mês, sendo janeiro uma exceção. Na próxima, dia 09 de fevereiro, a programação volta a ser numa quarta-feira. O texto sjá está definido: "Fica Comigo Esta Noite", de Flávio de Sousa. A direção também será do ator e diretor da comapnhia Nós Outros, Hudson Andrade. 

De acordo com Hudson Andrade, que integra o coletivo Casa da Atriz, a ação oferece ao público uma oportunidade de conhecer textos diversos, dos clássicos aos contemporâneos, sem apresetá-los em uma encenação formal e tem como objetivo a formação de platéias e criação de vínculos entre o público e o grupo.

Serviço
A leitura dramática será realizada no dia 14 de janeiro, 20h, com entrada franca. Rua Oliveira Belo, 95, Umarizal, entre Generalíssimo Deodoro e D. Romualdo de Seixas. Informações: 8199 1322 \ 8266 4397 \ 8733 2067. Próxima leitura: "Fica Comigo Esta Noite" (Flávio de Sousa) - 09/02, às 20h.
 
 
 Tirei do Blog da luciana Medeiros - Vale a pena clicar.
 

Em cartaz --- Eu aqui brigando com o mundo e vocês aí fazendo palhaçada

Em temporada o novo espetáculo da EntreAatos Companhia de Arte que será apresentado Todos os domigos de Janeiro, no anfiteatro da praça da republica em Belém.



O exercício de explorar a rua e suas possibilidades de teatralização do espaço urbano.
 

Desta dinâmica nasceu o espetáculo Eu aqui brigando com o Mundo e Vocês aí fazendo Palhaçada, todo concebido de cenas criadas em processo de apresentação. Na Rua quatro palhaços – Boop, Babu, Espia e Zitinha – vivenciam varias situação para dar conta de preencher o espaço vazio do picadeiro-rua, e se desdobram em diversas funções, sempre caindo em ridículos fracassos. Na cena tentam ser: Músicos, malabaristas, mágicos, personagens do cotidiano entre outros.
 
"O nome do espetáculo surgiu quando ainda estávamos ensaindo na praça. Como  a ECA (EntreAtos Companhia de Arte) trabalha sempre com teatro de rua, estávamos  no anfiteatro da praça da República ensaiando. Então bem no meio do ensaio entra uma louca na cena; ela pára bem no meio do anfiteatro, olha pra gente (e nessa hora paramos pra ver no que aquilo ia dar)  e sem avisar sentencia -  EU AQUI BRIGANDO COM O MUNDO E VOCÊS AÍ FAZENDO PALHAÇADA  - Deu uma gargalhada e foi embora" Conta o ator Emerson de Souza.




"Tem coisa que só acontece mesmo no espaço aberto... Tem coisa que só mesmo o teatro de rua pode oportunizar" - Afirma o ator  e dramaturgo Jhonny Russel

O espetáculo vem sendo apresentado desde o começo do ano passado, sempre aos domingo às 11h no Anfiteatro da praça da República e tem se mostrado uma otima opção de diversão inteligente para a família.

Serviço
"Eu aqui brigando com o mundo e vocês aí fazendo palhaçada"
O espetáculo será apresentado aos sábados:  15/01, 22/01 e 29 de janeiro às 17h no anfiteatro da praça da República. E todos os domingo de janeiro (91/01, 16/01, 23/01 e 30) sempre ás 11h horas também no anfiteatro da praça da República.


Elenco
Lú Maues
Emerson de Souza
Milton Aires
jhonny Russel


Ficha Técnica

Preparação Musical
Edson santana

Concepção de Figurino
Emerson de Souza

Confecção de Figurino
Sheila Ferreira

Fotos
Aline Souza

Roteiro e Direção
EntreAtos Comapanhia de Arte

Aulas de kung-fu para atores e não-atores.


O grupo Palhaços Trovadores inicia, em sua sede, aulas de Kun-fu para tores e não atores.




Casa dos Palhaços.

(Tv. piedade, 533, esquina da rua Tiradentes - reduto)
Instrutor: Marcelo David (Feijão)
Investimento: R$ 30,00 (trinta reais) por mês
Dias: Segunda, quarta e sexta. Inicio às 18h30

Informações: (91) 91683635

Participe.


Aproveite e conheça um pouco mais do trabalho dos Palhaços Trovadores:

http://caravanaclowntrovadores.blogspot.com/



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Eu aqui brigando com o mundo e vocês aí fazendo palhaçada


É o novo espetáculo da EntreAatos Companhia de Arte que será apresentado neste domingo, dia 09/01 às 11h na Praça da República.





O exercício de explorar a rua e suas possibilidades de teatralização do espaço urbano.
 


Desta dinâmica nasceu o espetáculo Eu aqui brigando com o Mundo e Vocês aí fazendo Palhaçada, todo concebido de cenas criadas em processo de apresentação. Na Rua quatro palhaços – Boop, Babu, Espia e Zitinha – vivenciam varias situação para dar conta de preencher o espaço vazio do picadeiro-rua, e se desdobram em diversas funções, sempre caindo em ridículos fracassos. Na cena tentam ser: Músicos, malabaristas, mágicos, personagens do cotidiano entre outros.
 
"O nome do espetáculo surgiu quando ainda estávamos ensaindo na praça. Como  a ECA (EntreAtos Companhia de Arte) trabalha sempre com teatro de rua, estávamos  no anfiteatro da praça da República ensaiando. Então bem no meio do ensaio entra uma louca na cena; ela pára bem no meio do anfiteatro, olha pra gente (e nessa hora paramos pra ver no que aquilo ia dar)  e sem avisar sentencia -  EU AQUI BRIGANDO COM O MUNDO E VOCÊS AÍ FAZENDO PALHAÇADA  - Deu uma gargalhada e foi embora" Conta o ator Emerson de Souza.


"Tem coisa que só acontece mesmo no espaço aberto... Tem coisa que só mesmo o teatro de rua pode oportunizar" - Afirma o ator  e dramaturgo Jhonny Russel

O espetáculo vem sendo apresentado desde o começo do ano passado, sempre aos domingo às 11h no Anfiteatro da praça da República e tem se mostrado uma otima opção de diversão inteligente para a família.

Serviço
"Eu aqui brigando com o mundo e vocês aí fazendo palhaçada"
O espetáculo será apresentado todos os domingo de janeiro, sempre ás 11h horas no anfiteatro da praça da República.





Elenco
Lú Maues
Emerson de Souza
Milton Aires
jhonny Russel


Ficha Técnica

Preparação Musical
Edson santana

Concepção de Figurino
Emerson de Souza

Confecção de Figurino
Sheila Ferreira



Fotos
Aline Souza


Roteiro e Direção
EntreAtos Comapanhia de Arte



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Gran Cirquito


Gran Cirquito


Depoimento: Alinne Souzza

Atriz

Palavras chave: relatoscirquito

Fotos: Brenda Reis


Os ensaios estavam marcados para a semana de 11 a 16/01/2010, pela parte da tar

de, na Pç da Republica, local de apresentação. Contudo, como estamos nos período onde “chove mais” aqui em Belém, na prática, só ensaiamos no sábado, pela manhã.


Durante a semana nos encontramos para pesquisar esquetes de circos e roteirizar o que faríamos no domingo, além de comprarmos alguns materiais para os numero. Na sexta-feira escolhemos 3 números: o do ‘balde e a moeda’, para o Jhonny, o da ‘orquestra, pra mim, e o do ‘apito’ para os dois.


O ensaio de sábado começou bem, decidimos que cantaríamos a musica ‘O Circo’ na abertura, Jhonny ficaria com o tambor e eu com o agogô. Jhonny e eu não somos muito bom em ritmo, o que nos deu um bom teste de paciência ate acertar direitinho a musica, que ficou bem legal. Em seguida, o Jhonny passou o numero do ‘balde e da moeda’, algumas modificações foram feitas em virtude da pesquisa que fizemos dias antes. Gosto desse número, é bom e simples, mas não é fácil, exige percepção de publico e uma expressão corporal muito boa.



Após isso começamos a ensaiar o numero da ‘orquestra’. Não sei por que, mas eu estava nervosa e pensando demais, parava e repetia varias vezes, o que irritou o Jhonny. Em especial quando eu disse que não sabia o que fazer. Descobri que tenho um grave problema quando não tenho um texto certo pra dizer quando to sozinha no palco. Eu tenho tudo arquitetado na minha cabeça, mas quando vou falar eu desarrumo tudo e pra mim fica horrível. Daí eu tenho que parar e escrever, o que irrita o Jhonny. “É isso mesmo, por que você parou? Tem alguém de fora pra dizer se está bom ou não: eu!” Mas é um numero com música e eu não sei tocar nem apito! Isso rendeu alguns minutos de stress. Roteirizamos o número outra vez e passamos só essa parte falada, por que estávamos sem o tambor, o que impedia de passar o som. Fiquei muito apreensiva com esse numero e confesso que não queria faze-lo.


Depois passamos o numero dos apitos, e que descontraiu os dois. Ao menos o clima chato causado anteriormente diminuiu. Essa parte ficou bem legal. Usamos o apito e a flauta, que eu fiquei de tocar. Apesar de não saber como, me senti a vontade com o instrumento. Era bem mais simples que o tambor do numero acima. Céus! Esse saiu legal e rapidinho.



Após os ensaios individuais passamos tudo outra vez e ficamos de voltar a tarde, isso se não chovesse, claro!



No domingo a praça estava calma cheia de crianças, acho que mais do que o normal. Ate o clima era agradável. Eu suava de nervosismo. Chegamos no horário. Marcamos território. E começamos com os preparativos. Jhonny varreu o espaço do anfiteatro que tava cheio de papel celofane, como se tivesse tido uma apresentação ali anteriormente. Vale explicar que no sábado, quando ensaiamos, o anfiteatro já estava sujo e que não houve limpeza alguma. Após começamos com a roupa e a maquiagem.


Nesse período eu suava de nervosismo. Era a minha primeira apresentação na praça e com um numero só meu. Eu não sabia nem que maquiagem eu iria fazer. “Faz a de sempre, Alinne! E fica calma!” Hum, o Jhonny falava isso como se meu estomago fosse entender alguma coisa. Eu queria sair dali. Na verdade eu queria tirar o numero da orquestra de qualquer jeito. Mas já tava lá! No aquecimento pra subir na perna de pau eu falei que queria tirar esse número, mas não teve lá muito acordo com o Jhonny. Eu definitivamente, tremia!



Os números todos aconteceram. O do Jhonny teve uma ótima recepção do publico. O número da orquestra ficou chato e das duas, uma: ou eu modifico ele inteiro e aprendo a tocar, ou ele sai do espetáculo final. O ultimo, com os apitos, foi muito bem recebido também, mas precisamos marcar o tempo exato das ações e comprar apitos novos e bons, senão o Jhonny vai fazer coco apitando de tanta bolinha que ele engoliu (pode tirar essa parte).


Minha avaliação pessoal é que o Jhonny foi muito bem nesse experimento, tirando o acerto do tempo de algumas ações. E quanto a mim, eu não sei se pelo nervosismo, mas não gostei de nada: nem minha voz de palhaço, que tanto gosto, ficou legal. Pela primeira vez, em uma apresentação, não me senti bem depois, e acho que nem o Jhonny gostou do meu resultado.



Essa semana, ensaiaremos mais. Estamos tentando a Casa da Linguagem para fugir da chuva, espaço coberto, seguro, e muito legal pra ensaiar. No sábado faríamos o ensaio na praça. No mais...até domingo que vem.



Alinne Souzza






Gran Cirquito



Este é o nosso primeiro relato do processo de pesquisa e criação de um espetáculo teatral de rua, este processo de montagem é conduzido pelos atores Alinne Souzza e Jhonny Russel.


Gran Cirquito


Depoimento: Jhonny Russel

Ator e diretor

Palavras chave: relatoscirquito






Depois de algum tempo (bastante tempo mesmo) em que só não caí no completo ostracismo por que conversei bastante com um monte de gente, li e escrevi muito (Mas estar na cena que é bom, nada!). Decidi-me por uma nova montagem.




Depois da não estréia do “Me segura senão eu caio” e “Quatro no palco”, parei para pensar em algumas coisas que eu vinha com vontade de realizar e que até tentei exercitar com o “Me segura senão eu caio”, mas acabou não acontecendo


.

Minha idéia desde sempre é trabalhar com teatro de rua (sempre fiz assim) e nesse trabalho, emprestar coisas do circo. Isso aconteceu com “Um alto de natal”, espetáculo que inaugurou uma nova e ultima fase da extinta Cia Tenetehara e também aconteceu com “O circo da minha infância” espetáculo para o qual fui convidado a dirigir os momentos de acrobacia, equilibrismo e malabarismos dentro do espetáculo. Mas em outro momento falarei com mais calma e com mais detalhes de cada uma destes espetáculos.



Bom, a idéia é pesquisar reprises de circo a experimentá-las na rua. Chamei Alinne (fora eu, a ultima integrante da trupe Nós os pernaltas. Era um grupo de quase 20 pessoas, estamos brincando que é a famosa seleção natural em que só os fortes sobrevivem) e em uma reunião no anfiteatro da Praça da Republica, começamos a falar do espetáculo, levei uma proposta de roteiro para os números, Alinne fez alguns acréscimos e já na mesma semana começamos a ensaiar (Uns dias depois assistindo a I Clown, do Fellini, tive a idéia para o nome do espetáculo: Gran Cirquito) e vou contar uma coisa; é muito foda ensaiar na rua, fora a toda questão da insegurança e violência tem as questões climáticas, muitas vezes fomos para o anfiteatro da praça e voltamos sem ensaiar por que a chuva não deixou. Mas enfim, eu sei disso e não é de hoje e já é ate ritualística esta minha reclamação.



Nosso esquema de ensaio é o seguinte; três ou mais dias durante a semana, sempre a noite uma vez que temos empregos e não são na área de teatro, e um ensaio geral no sábado pela manhã. Pois bem, ensaiamos três entradas, e no domingo dia 17 de janeiro de 2010 já experimentamos na rua.


Eu fiz um exercício parecido com este; ensaiei um numero e fui pra praça no domingo anterior dia 10/01/2010. O publico acolheu bem esta minha experimentação, mas fora o fato de não ser ainda um espetáculo, ficou uma impressão de que faltava algo. No domingo dia 17/01/10, a coisa foi mais completa.


Marcamos de chegar à praça às 09h e tentar nos apresentar às 10h. Um detalhe muito importante é que não fomos à SEMMA (Secretaria municipal de meio ambiente) dar entrada a um pedido para uso do anfiteatro, juntamente com um oficio que explique a ação que ocorrerá na naquele lugar (e pagamente de uma taxa caso aconteça de quereres usar fonte de energia) Isso poderia nos causar algum transtorno, uma vez que a guarda municipal daqui é um tanto despreparada e nem sempre entende as manifestação artísticas e ou culturais da cidade.


Cheguei as 09h30, isso aconteceu por que eu levei minha filha Musa, minha mochila, um par de pernas- de - pau e um tarol, ou caixa de repique, além de eu ter ido de ônibus.


Quando se está nessa situação, clandestina... Ou seja, sem “autorização” (e precisa?) para se apresentar na praça, o que se faz ao chegar ao anfiteatro e ver se acontece algum evento e então conversar com a direção para quem sabe ser incluído nessa programação, caso não haja esta possibilidade as opções são: ir para casa ou apresentar-se em outro espaço da praça. Por sorte nenhum evento acontecia no anfiteatro e daí o passo seguinte é limpar o espaço onde o público se vai reunir.


Feito isso, é nos maquiar e começar.

Como eu já disse, ensaiamos três reprises, cada palhaço faria uma reprise sozinho e a ultima faríamos juntos.


A Alinne estava muito nervosa, ela tem pouca experiência com teatro e para piorar (piorar?) sua mãe resolveu ir assisti-la. Ela tava mesmo com medo e me perguntou três vezes se eu não queria tirar o número que ela faria só. Eu disse que nem pensar! Já foi ensaiado, gastamos dinheiro e mais precioso ainda, nosso tempo e energia fazendo aquilo, não seria justo com ninguém, nem com ela desistir assim sem falar em perder a oportunidade de vivenciar ali um monte de coisas boas”.


Bem, o medo não passou mais mesmo assim ela resolveu fazer a apresentação, eu acho que muito mais por mim, por ela, não se teria feito aquele exercício.

Maquiamos, colocamos os figurinos e entraram em cena os palhaços Bufo Estapafúrdio e Ossinho.

Os números pensados correram bem, é preciso afinar o tempo de algumas “piadas” principalmente se afinar com público que recebeu bem o que ali lhe fora apresentado.


Precisamos escolher algumas músicas para tocar na chegada e na saída do exercício. Surgiu a idéia de termos uma trilha original, é preciso definir isso também. Quando o roteiro e história estiverem mais “amarrados”, postarei aqui para que vejam.


Continuaremos a fazer estas entradas e acrescentaremos mais algumas a serem experimentadas, isso ao tempo que vamos definindo o argumento e roteiro para o espetáculo que já começa a se desenhar.


  • Na semana quem vem, pensamos em fazer duas seções: Uma às 10h e outra ao meio dia.


  • Para resolver o problema da chuva, já entrei em contato com a casa da linguagem e solicitei espaço para ensaiarmos.


  • Tem uma coisa que me preocupa: Produção... Não temos nenhum puto no bolso, mas temos algumas idéias.


Finalizando: Eu gostei muito do exercício; de ir pra rua, de experimentar uma coisa nova, colocar nossos palhaços cara a cara com o público e pensar um novo espetáculo.



Apesar do medo, Ossinho se saiu muito bem e foi clara a empatia com o publico, acho que a partir de então, ela já estará mais tranqüila. O Bufo também se saiu bem.


Uma coisa é preciso dizer; Alinne tem pouca experiência (isso é bom) e eu estou absolutamente cheio de ‘vícios’(já isso...) e ambos estamos extremamente despreparados fisicamente, mas ambos estamos muito a fim de fazer este espetáculo.




O próximo relato vai falar do nosso treinamento.


Até mais.

Jhonny Russel



PS. Hoje é aniversário da Alinne.


Parabéns minha flor, bjos.





quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

O CONTO QUE EU VIM CONTAR


O CONTO QUE EU VIM CONTAR


É um conto de natal que passa numa fazenda, no Marajó.
Seu Bastião, um homem muito brabo, é o dono desse lugar. Ele tem uma filha linda, Hosana, que sonha ser chamada de mãe.
Desde que a mãe de Hosana se foi, o Bastião nunca mais sorriu. Ele tem medo de perder a filha, por isso não deixa a menina sair de jeito nenhum!
Mas esse lugar é banhado por um rio cheio de segredos, guardado pela Mãe D’água, onde vivem muitas criaturas, inclusive... O Boto.
O texto, da Adriana Cruz, é inspirado no texto Um Conto de Natal, que David Matos criou para o programa Catalendas, da TV Cultura do Pará.
O Espetáculo traz moradores do marajó contando o conto, com bonecos de manipulação de vara confeccionados com patchouli, de acordo com a encenação, ora na fazenda, ora no fundo do rio.


FICHA TÉCNICA
Texto: Adriana Cruz (Inspirado no texto Um Conto de Natal, de David Matos).
Direção: Anibal Pacha.
Atores-manipuladores: Adriana Cruz, André Mardock e Paulo Ricardo Nascimento.
Cenários e Bonecos: Anibal Pacha.
Músicas: Tema da Hosana, Renato Torres e Adriana Cruz; Quem Quer? (Blue da Matinta), José Maria Bezerra; Tema de Despedida, samba de cacete do cancioneiro popular das comunidades quilombolas do Pará.
Sonoplastia: Paulo Ricardo Nascimento.
Projeto de Iluminação: Milton Aires.
Foto: André Mardock.
Produção: Cristina Costa.
Figurino: Aníbal Pacha e Mariléia Aguiar
Realização: In Bust Teatro com Bonecos.


NECESSIDADES TÉCNICAS

Palco (área cênica): 6m (boca de cena) x 6m (profundidade) x 4m (altura). Com dois pontos de energia 110V.
Sonorização: Equipamento para amplificação adequada ao espaço da apresentação para 3 microfones e 1 violão (os microfones e o violão são disponibilizados pelo grupo).
Platéia: Acomodação para o público, em formato Italiano ou semi-arena

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

“VERBUS | A poesia se fez carne”.

RELEASE

            “A palavra começou a adquirir uma corporeidade inesperada e o espaço que acolhe esses corpos uma dinâmica promissora.”

            Lúcia Santaella

Durante os dias 06, 13 e 20 de dezembro, a partir das 21 h, na Taberna São Jorge (o famoso Bar da Walda), o grupo de atores Carlos Vera Cruz, Stéfano Paixão, Landa de Mendonça e Thales Branche são a corporificação da poesia no espetáculo “Verbus | A poesia se fez carne”. Com uma proposta poético-musical, os atores interpretam e cantam poesias. Todos os grandes poetas da literatura foram convidados a “personificar” as suas poesias, num confronto de estilos e períodos diferentes. Há dias em que a poesia amor romântico de Vinícius de Moraes duela com a poesia paixão escrachada de Nelson Rodrigues; a poesia liberdade de Castro Alves grita com a poesia brasilidade de Caetano. E assim, toda semana, o grupo dialoga poesia e música em uma ambientação bastante peculiar, intimista, que permite a cada artista o empréstimo do seu “eu-lírico” à poesia, conseqüentemente, a multiplicação das interpretações, dos poetas e das obras.

O espetáculo conta com apoio de Sol Informática e Ná Figueredo.

Serviço:

Verbus | A poesia se fez carne, dias 06, 13 e 20 de dezembro, às 21 h, no Bar Taberna de São Jorge, na Travessa Joaquim Távora, 438, esquina com a Rua Rodrigo dos Santos, Cidade Velha. Entrada franca. Maiores informações: 9194-2959 / 81929833.

Ficha Técnica:

Elenco: Carlos Vera Cruz, Stéfano Paixão, Landa de Mendonça e Thales Branche.

Produção: Carol Gama e Tati Brito.

Fotografia: Alan Soares.

Designer gráfico: Diego Algaranhar.

COMPANHIA DE TEATRO MADALENAS


COMPANHIA DE TEATRO MADALENAS 6 ANOS

A COMPANHIA

Criada em novembro de 2001 por antigos alunos da Escola de Teatro e Dança da UFPA, a Companhia de Teatro Madalenas estará comemorando nos dias 11 e 12 de dezembro de 2007 seis anos de fazer teatral.

Sempre encenando espetáculos que provocam a crítica a cerca dos padrões socialmente estabelecidos, a Companhia Madalenas trás em sua bagagem a montagem de grandes sucessos e clássicos do teatro brasileiro, tais como o inesquecível Paixão Barata & Madalenas (2001) e A Aurora da Minha Vida (2002), respectivamente. Além de montagens audaciosas, tais como À Flor da Pele (2003) e Eu Quero Botar Meu Bloco na Rua (2006).

Duas vezes premidas pela FUNARTE, do Ministério da Cultura, com os espetáculos Paixão Barata (2003) e A Aurora da Minha Vida (2006), a Companhia Madalenas hoje figura com uma das grandes forças do teatro paraense seja por sua inventividade, inquietação constante ou pelo gosto de querer estabelecer um canal de comunicação valendo-se do teatro como caminho.

A Companhia Madalenas volta aos palcos para celebrar seus seis anos de fundação nos dias 11 e 12/12/2007, as 19h30 no Espaço Cuíra, com uma programação muito especial.

Trechos de alguns espetáculos serão apresentados, leituras dramáticas, intervenção sonora, além da apresentação Pop Porn, espetáculo inédito que reúne atores e não atores.

É imperdível.

Serviço: Companhia de Teatro Madalenas 6 anos.

Dias 11 e 12/12/2007, as 19h30, no Espaço Cuíra.

Ingressos R$ 10,00 com meia entrada para estudantes

Informações: (91) 9152-7767 (Leonel Ferreira)